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sábado, 28 de março de 2020

Russia cria medicamento anti-COVID-19

No início do dia, a sede operacional da Rússia para impedir a propagação do COVID-19 informou que o número de pacientes infetados com o coronavírus na Rússia aumentou 228 pessoas nas últimas 24 horas registando-se mais uma morte.
A Agência Federal de Medicina Biológica da Rússia (FMBA) afirmou em comunicado que apresentou um medicamento para tratar a doença, que afetou todo o mundo.



Covid-19
Photo// Sputnik / Maksim Bogodvid

Estratégia usada na vacina contra o ébola pode ser aplicada para o novo coronavírus


O FMBA da Rússia está trabalhando " num esquema eficaz e seguro para prevenir a infeção por coronavírus com base na mefloquina, que não apenas superará o pico de incidência, mas também o controlará no futuro", afirmou o serviço de imprensa.
Em 28 de março, a Rússia registrou 1.264 casos de COVID-19 em 62 regiões.
Putin diz que a Rússia pode derrotar o coronavírus em menos de três meses
Em 26 de março, o presidente russo Vladimir Putin compartilhou suas opiniões sobre o que a Rússia precisa fazer para conter o vírus.
"Esperamos derrotar o coronavírus dentro de dois ou três meses. Essa é uma boa previsão, já que em muitos países as pessoas dizem que esta guerra continuará por um período muito longo ... Certamente superaremos essa situação, e espero ainda mais cedo do que dizem [dois ou três meses] ”, disse Putin numa reunião com empresários russos em 26 de março.


A Rússia juntou-se a nações do mundo todo ao impor uma série de medidas médicas e econômicas para conter a disseminação do novo coronavírus. As medidas incluem restrições de viagem, quarentena para indivíduos infetados e pessoas com mais de 65 anos, férias pagas por uma semana para trabalhadores não essenciais a partir de 28 de março, financiamento para incentivar as empresas a converter seus recursos na produção de equipamentos médicos, e outras etapas.
Há uma semana, o serviço de imprensa do Ministério da Saúde da Rússia disse que os cientistas russos conseguiram sequenciar todo o genoma do COVID-19, que ajudará a desenvolver uma vacina e os medicamentos necessários.
Segundo o ministério, o genoma COVID-19 sequenciado ajudará a desenvolver vacinas e medicamentos antivirais para tratar a infeção.

"Este coronavírus é novo para nós; portanto, é extremamente importante poder determinar o caminho de sua disseminação e entrada no território de nosso país, e a sua mudança. Essas informações ajudarão a desenvolver vacinas e medicamentos antivirais para tratar o coronavírus", afirmou Dmitry Lionozov, o diretor interino do Instituto de Pesquisa Smorodintsev de Influenza, citado pelo serviço de imprensa.
A Organização Mundial da Saúde declarou COVID-19 uma pandemia em 11 de março. Mais de 600.000 casos foram confirmados mundialmente no sábado e mais de 27.000 pessoas morreram devido a complicações causadas pela doença do coronavírus, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

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Fonte//SputnikNews


sexta-feira, 27 de março de 2020

Estratégia usada na vacina contra o ébola pode ser aplicada para o novo coronavírus


A vacina contra o ébola é composta por fragmentos de proteínas do vírus, capazes de estimular resposta imune. Esta estratégia pode ser usada com COVID-19.
A estratégia usada para desenvolver uma candidata à vacina contra o ébola, elaborada pela farmacêutica norte-americana Flow Pharma em parceria com investigadores brasileiros, pode orientar a criação de um imunizante contra o novo coronavírus SARS-CoV-2, causador da COVID-19.

virus-ebola
Virus Ebola //Photo //Superinteressante

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Em testes efetuados com camundongos, a vacina experimental contra o ébola demonstrou ser capaz de conferir, com uma única dose, imunidade contra o vírus hemorrágico que se propagou na África Ocidental entre 2013 e 2016.
Os resultados dos testes do imunizante em modelo animal foram descritos num artigo publicado no final de fevereiro no bioRxiv, um repositório de acesso aberto de artigos em fase de pré-print na área de ciências biológicas.
A vacina contra o ébola é composta por fragmentos de proteínas (peptídeos) do vírus, capazes de estimular o sistema imune e de induzir uma resposta potencialmente protetora, encapsulados em partículas micrométricas.

Para mapear regiões da estrutura do vírus ébola mais promissoras para identificação desses peptídeos capazes de serem usados como antígenos para o desenvolvimento da vacina, os pesquisadores usaram algoritmos computacionais.
Um dos critérios que estabeleceram para os algoritmos localizarem essas potenciais regiões na estrutura do vírus é que tinham de ser muito conservadas, ou seja, não poderiam variar muito de um isolado viral para outro. Isso garante que a vacina será eficaz mesmo contra variantes do patógeno.
Outro critério é que as regiões escolhidas sejam capazes de ser reconhecidas pelo sistema imune da maioria das pessoas.


coronavirus
Coronavirus/Photo CNN

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Os potenciais peptídeos localizados em regiões mais conservadas do vírus foram testados em células de 30 pacientes sobreviventes do surto do ébola no Zaire, entre 2013 e 2016.
 As análises indicaram que células do sistema imune, chamadas linfócitos T CD8+, de 26 desses 30 pacientes sobreviventes ao ébola responderam a uma proteína denominada NP44-52.
Com base nessa constatação, foi fabricada uma vacina experimental com a NP44-52 encapsulada em microesferas, na forma de um pó seco, estável à temperatura ambiente e biodegradável.
A vacina experimental foi inoculada em camundongos geneticamente modificados (C57BL/6), usados como modelo de doenças humanas.
Os resultados do estudo indicaram que a vacina produziu uma resposta imune protetora nos animais 14 dias após uma única administração.



Vacina contra a COVID-19


Na avaliação dos autores do estudo, a mesma abordagem poderia ser aplicada à COVID-19, uma vez que o vírus também possui regiões conservadas e é possível identificar peptídeos potenciais para o desenvolvimento de uma candidata à vacina.
Se agirmos agora, durante a pandemia de COVID-19, talvez seja possível recolher e analisar amostras de sangue e criar rapidamente um banco de dados de peptídeos ideais para inclusão em uma vacina com cobertura potencialmente ampla, com desenvolvimento e fabricação rápidas”, afirmam os investigadores.
Uma outra estratégia de vacina contra a COVID-19, está sendo desenvolvida no Laboratório de Imunologia do Incor, com apoio da Fapesp.

O investigador Cunha Neto e algumas das maiores autoridades mundiais em vacina, como Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID), têm ponderado, contudo, que o desenvolvimento de uma candidata à vacina contra a COVID-19 deve demorar de um ano a um ano e meio.
Esse tempo é necessário para a realização de todas as fases de testes, inicialmente em animais e depois em humanos, a fim de assegurar a segurança e a eficácia do imunizante, ressaltam os especialistas.



O lado bom da pandemia de coronavírus


Referencia//Biorxiv//Ecycle