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terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Ferry "Soleil" fez primeira viagem autónoma, no Japão

No que está sendo descrito como o primeiro do mundo, um ferry de transporte de veículos de 222 metros (728 pés) navegou de forma autónoma ao longo de 240 km (149 milhas) do Mar de Iyonda, no Japão. A embarcação até realizou os procedimentos de atracação por conta própria.

Ocorrida nesta segunda-feira (17/01), a demonstração do projeto Smart Coastal Ferry incorporou tecnologia desenvolvida pela Mitsubishi Shipbuilding Company e pela Shin Nihonkai Ferry Company, que foi utilizada no ferry “Soleil” . O projeto dp navio, por sua vez, faz parte do projeto maior de desenvolvimento de navegação autônoma de navios Meguri 2040 da Fundação Nippon.



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Photo//Mitsubishi Heavy Industries

Reação de fusão gerou mais energia do que a absorvida pelo combustível


O “Soleil” entrou em serviço em 1º de julho do ano passado,  com tripulação. Como repetidamente fez a viagem de 240 km/7 horas entre as localidades de Shinmoji e Iyonada, seu sistema de navegação autônomo Super Bridge-X compilou dados sobre a rota. A viagem desta semana foi a primeira realizada exclusivamente por esse sistema, que levou o ferry a uma velocidade máxima de 26 nós (30 mph ou 48 km/h).



Juntamente com a funcionalidade GPS, o sistema de navegação também utiliza uma série de câmaras infravermelhas para detestar e evitar outros navios (dia ou noite), um sistema de monitoramento do motor para garantir que as coisas continuem funcionando sem problemas e um sistema automatizado de atracação/desatracação. Este último vira e inverte a embarcação, permitindo-lhe atracar e desembarcar nos dois portos.



A Mitsubishi afirmou que o desenvolvimento de tais tecnologias deve ajudar a aumentar a segurança marítima, reduzir os requisitos de mão de obra da tripulação e reduzir os custos operacionais. Demonstrações de outros grupos membros do Meguri 2040 acontecerão ao longo de janeiro e março.


Especialistas dizem que a fusão nuclear está iminente



Referencia//NewAtlas

domingo, 14 de novembro de 2021

Navios da Segunda Guerra Mundial emergem das profundezas

A forte erupção do vulcão subaquático Fukutoku-Okanoba no Japão trouxe para a superfície lembranças fantasmagóricas da 2ª Guerra Mundial. 24 navios de guerra que tinham sido afundados na batalha de Iwo Jima!

Imagine como seria se se deparasse com dezenas de navios abandonados e destruídos, com aspeto fantasmagórico. Pois, isto ocorreu no Japão! A intensa atividade sísmica de um vulcão trouxe à superfície dezenas de navios afundados na 2ª Guerra Mundial.



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Photo//Courtney White / Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos.


Antigo manuscrito Hindu revela viagens interplanetárias há 7000 anos



Em agosto deste ano, o vulcão subaquático Fukutoku-Okanoba que fica cerca de 25 metros de profundidade no oceano Pacífico, localizado 5 km a norte da ilha de Iwo Jima do Sul e 1,3 mil km ao sul de Tóquio, entrou em erupção emitindo uma enorme nuvem de fumo para a atmosfera.



Pouco tempo depois verificou-se que a intensa atividade sísmica do vulcão tinha criado uma pequena ilha em forma de lua crescente formada por lava endurecida, pedras-pomes e cinzas vulcânicas. Dois meses depois da erupção e aparecimento da ilha, os investigadores descobriram que a formação dessa ilha trouxe para a superfície dezenas de navios destruídos! 



De acordo com o Museu Nacional da Segunda Guerra Mundial dos Estados Unidos, estes navios foram afundados durante a Batalha de Iwo Jima, uma das mais sangrentas no Pacífico, na Segunda Guerra Mundia,l ocorrida em 1945. Estes navios foram usados pelo Japão para se preparar para uma invasão das tropas americanas durante a batalha em 1945, contudo as tropas americanas conseguiram conquistar a ilha e mataram dezenas de milhares de soldados japoneses. Estes navios acabaram por ser capturados pela Marinha dos Estados Unidos após a derrota dos japoneses em fevereiro de 1945. Algumas informações indicam que estes navios foram afundados para construir um pontão para facilitar a chegada de mantimentos à ilha. A intenção das tropas americanas era criar uma base naval artificial na ilha de Iwo Jima para apoiar uma base militar norte-americana antes do ataque ao Japão continental.



De acordo com Setsuya Nakada, diretor do Centro de Promoção de Investigação de Vulcões do governo japonês, em entrevista para a All Nippon News, uma grande área do mar de águas “descoloridas” espalhou-se à volta do vulcão Fukutoku-Okanoba, o que indica que a atividade vulcânica ainda não diminuiu e novas erupções e atividades sísmicas poderão ocorrer.

Como a ilha recém-formada pela erupção é constituída de pedras-pomes e cinzas, deverá erodir rapidamente e desaparecer em breve. Aliás, já reduziu para metade do seu tamanho original. Isto indica que os navios não ficarão por muito tempo à superfície, e cedo poderão regressar ao seu descanso no fundo do Pacifico.


 


Cientistas resistam “grito das profundezas” ra 10.000 metros de profundidade




Referencia//Tempo


terça-feira, 9 de novembro de 2021

Quem polui mais? Navios, carros ou aviões.

Numa altura em que o aquecimento global é notícia, e que a grande causa da poluição é apontada para a indústria automóvel, convém relembrar um estudo publicado em 2018 pela Carbon War Room (organização sem fins lucrativos) que é deveras preocupante.

Segundo esse estudo, de 90% do comércio mundial é feito com recurso ao transporte marítimo e claro está as cadeias de logísticas associadas.




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Photo//Tempo.pt


Como será o mundo se ultrapassarmos o limite climático de 1,5 graus


Os navios gigantes, alimentados a fuelóleo (o desperdício do processo de refinação do petróleo) que transportam milhões de toneladas de carga, são responsáveis por movimentar a economia do mundo. Desde o automóvel, o telemóvel e produtos alimentares, tudo é transportado nestes grandes navios. Unindo os vários continentes, o transporte marítimo é a fundamental nas trocas comerciais de todo o mundo.

Mas, de acordo com a Carbon War Room, os 15 maiores navios do mundo, sozinhos, emitem mais NOx e enxofre para a atmosfera do que os 1.300 milhões de automóveis a circular em todo o mundo. Em todo o mundo existem muitos milhares de navios a navegar emitindo milhões de toneladas de NOx para a atmosfera todos os dias.



O combustível utilizado por estes navios é o fuelóleo, que nada mais é que um derivado do petróleo, muito pouco refinado, e com alto teor de enxofre e produzindo uma grande quantidade de óxido de enxofre e compostos de óxido de azoto quando é queimado. Os automóveis queimam uma gasolina altamente refinada que quase não produzem enxofre, e  óxidos de nitrogênio.

Um grande navio de cruzeiros emite tanto CO2 como 83.678 carros, tanto óxido de azoto como 421.153 automóveis, tantas partículas como um milhão de veículos e tanto dióxido de enxofre como 376 milhões de carros.

 


Embora os navios emitam apenas 3% dos gases de efeito estufa, a quantidade de óxidos de azoto (o famoso NOx) emitidos para a atmosfera é preocupante e ultrapassa as emissões dos 1.300 milhões de veículos que circulam atualmente em todo o mundo.

No entanto, a pressão ambiental sobre a indústria automóvel aumenta ano após ano, como se fossem estes os únicos grandes causadores do desastre ambiental, e que tem feito a carga fiscal e o custo dos automóveis aumentar.



Já na indústria naval e nas empresas de transporte marítimo a pressão também tem aumentado, mas em muito menor escala.

Há no entanto um aspeto importante que importa salientar. Grande parte das emissões dos navios ocorre em alto mar, pelo que de imediato causa menos danos à saúde pública que os automóveis nas cidades.



Qual o futuro

Organização das Nações Unidas (ONU) concordou em impor restrições à poluição destes grandes navios até 2020, e a União Europeia também tomou medidas nesse sentido, mas estas medidas (IMO 2020) não tiveram os efeitos esperados, e os grandes navios, apesar das grandes inovações tecnológicas introduzidas nos navios principalmente nos navios novos, continuam a ser grandes poluidores. Essas medidas, a ser implantadas, deverão aumentar ainda mais a pressão sobre o setor, e que certamente terá reflexos no preço dos produtos para o consumidor final. Afinal de contas, 90% do comércio mundial é feito por intermédio do transporte marítimo.



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Photo//Tatu na hora


Temos 11 anos para reduzir as emissões de CO2 para evitar os piores cenários climáticos


Apesar dos navios representarem cerca de 3% dos gases do aquecimento, a aviação corresponde a muito mais, cerca de 5%

Esses dois setores combinados são equivalentes ao sexto maior emissor se comparado com nações do mundo. Ambos os setores estão entre as fontes de crescimento mais rápido das emissões em escala global



O que esperar da Conferencia do Clima 2021, COP26 de Glasgow.

Referencia//Transport and Environmen