segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Cientistas temem danos ao ecossistema provocados por 'Mega Iceberg'

Os investigadores ainda estão monitorizando os ecossistemas afetados pelo iceberg para determinar o impacto que o derretimento do sexto maior iceberg terá sobre eles. Até agora, nenhum efeito adverso foi detetado.

Os cientistas concluíram o monitoramento do "mega iceberg" que se separou da Antártida designado A68a, relataram investigadores da Universidade de Leeds, no Reino Unido, determinando em seu estudo que o iceberg de 5.719 quilómetros quadrados libertou cerca de 152 biliões de toneladas de água doce apenas alguns meses antes de derreter completamente.



A68a-iceberg
Photo//BBC


Os oceanos estão agora mais quentes do que em qualquer ponto da história humana


Os cientistas seguiram o mega icberg usando cinco satélites, monitorizando seu tamanho, espessura e volume estimado. Segundo eles, o iceberg estava derretendo a uma taxa de 7 metros por mês no seu pico.

O A68a liberou biliões de toneladas de água doce em apenas três meses, enquanto flutuava perto da ilha de Geórgia do Sul, no Oceano Atlântico, a cerca de 1.400 quilómetros das Ilhas Malvinas. E agora os cientistas estão se questionando se o derretimento de um iceberg tão grande, o sexto maior registado na história do monitoramento por satélite, teve algum efeito no ecossistema local.



Esta é uma enorme quantidade de água derretida, e a próxima coisa que queremos aprender é se ela teve um impacto positivo ou negativo no ecossistema ao redor da Geórgia do Sul”, disse a glaciologista da Universidade de Leeds, Anne Braakmann-Folgmann.

Um iceberg pode danificar os ecossistemas locais de várias maneiras, desde raspar o fundo do mar, o que o A68a aparentemente não fez, até bloquear rotas regulares de vida selvagem e libertar grandes quantidades de água doce e nutrientes na água salgada do oceano. O iceberg também poderia ter atingido a própria ilha, lar de várias espécies de animais marinhos, como pinguins, mas o A68a derreteu antes que pudesse fazê-lo.



Estudar o impacto do A68a na flora e fauna marinha local pode ser útil no futuro, disseram os cientistas.

Como o A68a percorreu uma rota comum pela Passagem de Drake, esperamos aprender mais sobre os icebergs que seguem uma trajetória semelhante e como eles influenciam os oceanos polares”, disse Anne Braakmann-Folgmann.

O A68a separou-se da Antártida em julho de 2017 e viajou cerca de 4.000 quilómetros antes de derreter completamente em março de 2021. Vários icebergs menores também se separaram dele no processo


Plataforma de gelo da Antártica pode desaparecer nos próximos dez anos


Referencia//SputnikNews

Sem comentários:

Enviar um comentário