sábado, 6 de novembro de 2021

Empresa desenvolve carro voador elétrico sem hélices

A Jetoptera está desenvolvendo um carro voador elétrico sem hélices, que utiliza o sistema de propulsão fluídica e deverá ser lançado dentro de dois anos.

O principal objetivo da empresa é disponibilizar um táxi aéreo elétrico e oferecer seus serviços já em 2023.


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Photo//Jetoptera


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O J-2000 é um veículo do tipo VTOL (Vertical Take-Off and Landing), aeronaves de decolagem e aterragem verticais, com custo mais barato que um helicóptero. A Jetoptera já está prometendo os seus serviços em Paris e em Singapura dentro de dois anos, e por isso os primeiros modelos deverão ser movidos por um sistema turbo eixo comum.


Carro voador elétrico sem hélices. Será possível?

O modelo utiliza o “sistema de propulsão fluídica”, que utiliza com um mecanismo similar ao dos ventiladores sem hélices que já estão no mercado.

Nesse modelo, o propulsor conta com pás internas, mas aproveita toda a dinâmica dos fluídos (que vem do ar), a fim de absorver um fluxo de ar comprimido pequeno. Esse mesmo fluxo é utilizado para então sugar um fluxo muito maior de ar ambiente, e assim criar um fluxo de altíssima velocidade.



O fluxo de alta velocidade então é direcionado para trás, sobre a superfície em forma de asa do J-2000 e ao á volta de um anel que compõe o sistema.

Como resultado, é criada uma pressão negativa, que é responsável por permitir que a aeronave ganhe sustentação e se eleve.

Além disso, este diferencial de pressão é “cancelado” em zonas de pressão negativa iguais á volta do anel. Desse modo, é criado um vórtice de baixa pressão no centro do anel.



É este mesmo vórtice que tem como função puxar o ar ambiente, para então impulsionar o modelo da Jetoptera para frente.


Por que não elétrico?

Os primeiros exemplares não devem ser elétricos devido ao próprio conceito do J-2000, que deverá ser alimentado por baterias que ainda não existem.

Para fazer o sistema de propulsão fluídica funcionar, segundo a empresa, as baterias devem fornecer 1.500 watts-hora por quilograma (Wh/kg), no entanto, no mercado atual de baterias, elas ainda não chegam aos 300 Wh/kg, complicando a entrega de um veículo totalmente elétrico no prazo prometido.




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