sábado, 17 de abril de 2021

Crise humanitária cresce devido á erupção do vulcão La Soufrière

O vulcão La Soufrière começou em erupção explosiva na ilha caribenha de São Vicente na última sexta-feira. Durante cerca de uma semana, erupções periódicas cobriram a ilha de cinzas, e fluxos vulcânicos de rocha derretida e gás jorraram montanha abaixo. Os residentes foram deslocados e ficaram sem água potável ou eletricidade, adicionando uma emergência humanitária à mistura.

A erupção do La Soufrière obrigou á evacuação de cerca de 30 aldeias na parte norte da ilha. Um relatório da Organização Mundial da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde disse que 16.000 a 20.000 pessoas estão afetadas. Mais de 4.000 pessoas ocupam 89 abrigos públicos. Outros dois mil confirmaram que estão em casa de amigos ou familiares.



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Photo//NEMOSVG


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Apesar das ordens de evacuação obrigatórias do primeiro-ministro Ralph Gonsalves no início da semana passada, 127 pessoas foram resgatadas de Owia, uma cidade no lado nordeste da ilha e bem dentro da zona de perigo do vulcão.

Os Estados Unidos têm feito todos os esforços para tirar os americanos da ilha. Em colaboração com a Royal Caribbean Cruises, a Embaixada dos EUA transportou gratuitamente os cidadãos americanos de St. Vincent para Sint Maarten na ultima sexta feira.



O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários informou na segunda-feira que a erupção do vulcão deixou toda a população de São Vicente, 110.000 pessoas, sem água potável ou eletricidade. O acesso a São Vicente e Granadinas foi restrito desde o início da erupção. Os aeroportos estão fechados e as viagens marítimas estão limitadas, mas o maior problema é a água potável, disse o Coordenador Residente da ONU para Barbados e Caribe Oriental, Didier Trebucq, numa entrevista na quarta-feira . O sistema de abastecimento de água foi encerrado, pelo que a água potável vem de fora do país. “Estamos enfrentando uma situação de grande incerteza e também uma crise humanitária que está crescendo e pode continuar por semanas e meses”, disse ele.

A ONU disse que pré-posicionou abastecimentos de água e produtos de higiene, nas proximidades de Barbados, incluindo 60.000 máscaras e jalecos médicos. Além disso, a OPAS comprará 50 tanques e bombas de água, kits de teste de cloro e outras necessidades para clínicas de saúde.



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A cúpula do vulcão foi completamente destruída durante as erupções periódicas. Mais de 460 milhões de toneladas cúbicas de rocha e terra foram lançadas na atmosfera. Os ventos levaram as cinzas para as ilhas vizinhas de Barbados, Granada e Santa Lúcia.

Os especialistas preveem que La Soufrière continuará em erupção e a explodir. O Centro de Pesquisa Sísmica da Universidade das Índias Ocidentais disse que as explosões e a queda de cinzas devem continuar nos próximos dias. O vulcão está mostrando um padrão de explosões episódicas com longas pausas. O UWI espera mais explosões de magnitude semelhante ou maior.



Os fluxos piroclásticos continuam a ameaçar as áreas imediatamente ao redor do vulcão. Esses fluxos de gás superaquecido, rochas e detritos descem a pela encosta, á velocidade media de 90 km/h destruindo tudo no seu caminho. Os fluxos piroclásticos podem atingir a velocidade incrível, de mais de 640 km/h. Esses fluxos parecem ter percorrido vales no lado oriental da ilha em direção ao rio Rabacca. No entanto, essas correntes piroclásticas podem ocorrer em qualquer lugar nas imediações do vulcão.

Trebucq disse que a crise em São Vicente não será de curta duração. Mesmo quando o vulcão parar de entrar em erupção, o que pode levar semanas, ele espera que os desafios durem mais de seis meses. “Na realidade, 100% da população é afetada indiretamente pela situação”, disse Trebucq. A ONU vai pedir apoio de financiamento para ajudar a apoiar São Vicente e Granadinas nos próximos meses.


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Referencia//NPR




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