segunda-feira, 1 de março de 2021

Serão as pirâmides egípcias um portal estrelar?

Nas últimas décadas, os investigadores têm proposto cada vez mais uma quantidade de possíveis alinhamentos celestes para as pirâmides, especialmente para o complexo da pirâmide de Gizé, uma vez que se acredita que os construtores antigos tenham prestado uma atenção excecional aos sinais celestes, que certamente tiveram influência na construção destes monumentos colossais.

Embora a ideia de que as icônicas pirâmides egípcias estejam de fato alinhadas com as estrelas possa parecer plausível, visto que os antigos egípcios vigiavam o céu noturno, ela é considerada marginal em arqueologia, escreveu a revista Astronomy .



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Photo//Pixabay//spirit111

Maldições e feitiços nas múmias e sarcófagos desenterrados na necrópole egípcia


A ideia de que "as pirâmides foram criadas para servir de porta de entrada para as estrelas", impulsionada pelo best-seller do New York Times de Robert Bauval, "The Orion Mystery", é considerada nada mais que uma ideia marginal, afirma o site, acrescentando que há nenhuma evidência física disso, nem nada em textos egípcios antigos que indicasse o design dos monumentos das décadas por volta de 2500 aC, estava intencionalmente ligado á astronomia.

De acordo com uma pesquisa de 2009, uma das três estruturas, a Pirâmide de Menkaure, que é muito menor e fica um pouco mais distante, parece ter sido uma reflexão tardia. Isso aponta para as distâncias entre os monumentos sem conexão com o espaçamento entre as três estrelas do Cinturão de Órion, em contraste com o que Bauval afirmou.





Esta não é a única razão pela qual a Teoria da Correlação de Orion normalmente encontra oposição e crítica. Ela costuma estar carregada de outras afirmações controversas. Em particular, aqueles que defendem a ideia com mais energia são geralmente aqueles que promovem especulações sobre antigos alienígenas e culturas tecnologicamente avançadas esquecidas, diz a Astronomy.

Por exemplo, o autor Graham Hancock sugeriu que as pirâmides, junto com outras maravilhas do mundo antigo, são na verdade herança de uma civilização antiga esquecida, mas avançada.

A Teoria da Correlação de Órion evoluiu a partir das interpretações dos investigadores de dois eixos enigmáticos descobertos na Grande Pirâmide de Gizé que se originam na chamada "Câmara do Rei" e avançam para dentro das paredes da pirâmide. Muitos acreditam que esses são poços de ar, embora não esteja esclarecido para que serviram.



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 Poços internos na Grande Pirâmide de Gizé Photo//Wikimedia Commons


Descoberta antiga necrópole egípcia com mais de 100 caixões lacrados há 2.500 anos


Outros, no entanto, pensam que esses túneis significam caminhos para o céu, uma vez que as pirâmides abrigam os túmulos dos faraós mortos e, portanto, estão intrinsecamente ligadas à vida após a morte e aos conceitos antigos dela.

Na década de 1960, um grupo de egiptólogos sugeriu que essas eram, na verdade, eixos estelares construídos para apontar para as estrelas e constelações mais proeminentes, já que a ideia de céu era predominante na visão de mundo dos antigos egípcios.

Dois investigadores, Virginia Trimble e Alexander Badawy, sugeriram que um dos eixos parece apontar na direção geral de onde a Estrela do Norte estaria quando as pirâmides foram erguidas. O outro dos dois aponta principalmente para o Cinturão de Órion, conhecido por ser importante na mitologia egípcia antiga, pois suas estrelas representavam Sah, o pai dos deuses egípcios.



As estrelas polares, incluindo a Estrela do Norte, foram apelidadas de "estrelas imperecíveis" ou "as indestrutíveis", intimamente ligadas às crenças sobre a vida após a morte. “Eu [o rei] cruzarei para aquele lado em que estão as Estrelas Imperecíveis, para que eu possa estar entre elas”, dizem os Textos das Pirâmides, os mais antigos textos funerários egípcios.

Além dos eixos, existem outros alinhamentos possíveis a serem considerados também. Por exemplo, o pôr-do-sol durante o solstício de inverno cai logo acima da Pirâmide de Menkaure, como visto da Grande Esfinge de Gizé, enquanto os cantos da Grande Pirâmide também correspondem precisamente aos pontos cardeais, norte, sul, leste e oeste, supostamente como resultado de os construtores terem escrupulosamente levado em consideração o movimento do Sol.



Em 2020, investigadores da Universidade de Leeds, no Reino Unido, anunciaram que tentariam resolver o mistério do eixo de uma vez por todas, após enviar para o interior, um minúsculo robô. O robô percorreu com sucesso todos os 60 metros de um eixo, capturando nove horas de vídeo ao longo do caminho.

Num desenvolvimento surpreendente, descobriu uma pequena câmara com símbolos elaborados desenhados no chão. Além desse ponto, havia uma pedra que o robô não conseguiu contornar, deixando-a para outra missão científica futura.

"Dada a obra de arte, é provável que o poço tenha servido para algo mais do que funcionar como uma saída de ar", disse Rob Richardson, professor de robótica da Universidade de Leeds e chefe e técnico do projeto, no anúncio inicial da descoberta, enfatizando que o "mistério da Grande Pirâmide continua".


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Referencia//Astronomy


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