domingo, 21 de fevereiro de 2021

Cientistas alertam para risco de nova pandemia

Os cientistas advertem que o vírus Nipah, que provoca inflamação no cérebro e é 75 vezes mais mortal do que a COVID-19, poderia se transformar na próxima pandemia.

Os portadores do Nipah, tal como os do SARS-CoV-2, são os morcegos. Este vírus é uma das principais preocupação para os cientistas.


Morcego
Photo//Pixabay//sweetaholic-


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Inchaço cerebral grave, convulsões e vômitos são apenas alguns dos sintomas deste perigoso vírus, que foi descoberto pela primeira vez em 1999 na Malásia.

Surtos ocorridos no sul e sudeste da Ásia mostram que Nipah é extremamente mortal, com um taxa de letalidade entre 40% e 75%.Em comparação, de acordo com os dados do Imperial College de Londres, a taxa de letalidade da COVID-19 é de cerca 1%, segundo o The Sun.

O desenvolvimento de uma vacina para este vírus é considerado uma das grandes prioridades da Organização Mundial da Saúde.



O Nipah suscita tanta preocupação porque apresenta um longo período de incubação de até 45 dias, o que significa que uma pessoa pode espalhar o vírus por mais de um mês antes de adoecer, além da sua capacidade de passar de espécie para espécie.

A doutora Rebecca Dutch, responsável pelo Departamento de Bioquímica Molecular e Celular da Universidade de Kentucky e especialista mundial no estudo de vírus, disse que, embora não haja atualmente surtos de Nipah no mundo, estes ocorrem periodicamente e é "extremamente provável" que apareçam mais.

"O Nipah é um dos vírus que poderia perfeitamente ser a causa de uma nova pandemia. Vários fatos sobre o Nipah são muito preocupantes", afirmou.

 

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"Muitos outros vírus nessa família, como o sarampo,  transmitem-se facilmente entre as pessoas, por isso há preocupações de que uma variante do Nipah com alta capacidade de transmissão possa surgir", advertiu a cientista.

Ela ressaltou ainda que a sua alta taxa de mortalidade é muito superior à da COVID-19.

Além de morcegos, os porcos também podem contrair o vírus por ingerirem mangas infetadas e sabemos que são capazes de transferir a doença para os seres humanos.

Segundo estudo publicado na revista Nature Communications, o Sudeste da Ásia, a parte sul e central da África, a área da Amazônia e o Leste da Austrália são as zonas de maior risco para o aparecimento de novas doenças.


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Referencia//The Sun




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