domingo, 4 de outubro de 2020

Rússia pretende enviar missão urgente a Vénus

O programa russo de pesquisa de Vénus anunciou três missões entre 2029 e 2034, porém, uma missão urgente pode ser enviada ainda em 2027.

Apesar de cientistas britânicos e norte-americanos terem anunciado a descoberta na atmosfera de Vénus de fosfina, que pode possuir origem biológica, Aleksandr Bloshenko, diretor executivo de programas e ciência promissores da corporação estatal aeroespacial russa Roscosmos, afirma que este indício não pode ser apresentado como prova objetiva da presença de vida no planeta.


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Photo//Pixabay//wikiimages

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Segundo Bloshenko, dados confiáveis somente podem ser obtidos através de análises recolhidas diretamente no planeta. "Agora está sendo avaliada a possibilidade de enviar uma 'rápida' expedição, dedicada à atmosfera de Vênus, para pesquisas sobre a fonte de fosfina", divulgou o representante do Instituto de Pesquisas Espaciais da Academia de Ciências Russa.

Informa-se que por enquanto o programa russo de pesquisas de Vénus inclui três missões. A primeira é Vénus-D, que será lançada em novembro de 2029 para o estudo da superfície, atmosfera, estrutura interior e plasma de Vénus.

A segunda missão, programada para junho de 2031, deve continuar as pesquisas na atmosfera do planeta, enquanto a terceira vai trazer à Terra amostras da atmosfera, aerossóis e, possivelmente, do solo do planeta. Em setembro de 2020 a Roscosmos decidiu realizar a missão Vénus-D sem parceria com os Estados Unidos.

O planeta tem atraído forte atenção da comunidade científica, servindo de base para diversas análises sobre a origem dos planetas que circulam o Sol, assim como a influência que os mesmos exercem entre eles. Júpiter, por exemplo, aparenta ter tido um papel determinante na formação de Vénus atual.


 

Influência de Júpiter em Vénus

Vénus poderia não ser um inferno sufocante como é hoje se Júpiter não tivesse alterado sua órbita, segundo cálculos realizados por um grupo internacional de astrónomos.

Júpiter, que tem uma massa aproximadamente duas vezes e meia maior do que todos os outros planetas do Sistema Solar juntos, pode influenciar os outros com sua força gravitacional.

"À medida que Júpiter migrava, Vénus teria tido mudanças dramáticas no clima, aquecendo, depois arrefecendo e perdendo cada vez mais água de sua atmosfera", disse Stephen Kane, astro biólogo da Universidade da Califórnia em Riverside (EUA).

Quando Júpiter se encontrava mais próximo ao Sol há cerca de um bilião de anos, segundo um modelo científico, Vénus possuía uma maior probabilidade ser habitável.


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Referencia//SputnikNews




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