terça-feira, 1 de setembro de 2020

Cientistas inventam pele artificial que pode sentir dor


Os investigadores criaram uma pele artificial capaz de reagir à dor exatamente como a pele humana. 
O objetivo é melhorar as próteses, permitir melhores alternativas aos enxertos de pele e até mesmo "aumentar ou compensar a pele humana para o desenvolvimento de humanoides realistas", como a equipe da RMIT University em Melbourne, Austrália, escreve no seu artigo publicado hoje na revista Advanced Intelligent Systems.


Pele-artificial
Photo//Coisas do Japão

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O dispositivo sensor de dor imita as vias nervosas que conectam os recetores da pele ao cérebro para replicar a resposta de feedback extremamente rápida do corpo humano.
A pele é o maior órgão sensorial do nosso corpo, com características complexas projetadas para enviar sinais de alerta rápido quando alguma coisa dói”, disse o chefe de pesquisa Madhu Bhaskaran e coautor do artigo,  num comunicado .
Estamos sempre sentindo coisas através da pele, mas nossa resposta à dor só entra em ação num determinado ponto, como quando tocamos algo muito quente ou muito afiado”, explicou ele. “Nenhuma tecnologia eletrônica foi capaz de imitar de forma realista aquela sensação de dor humana, até agora”.




O protótipo é uma pele artificial fina que pode sentir mudanças na pressão, calor ou frio. Assim que um certo limite é atingido, a pele reage, exatamente como a pele humana real.
É um passo crítico no desenvolvimento futuro dos sofisticados sistemas de feedback de que precisamos para fornecer próteses verdadeiramente inteligentes e robótica inteligente”, afirmou Bhaskaran.
Um protótipo separado é feito de um material ainda mais fino e elástico que pode responder às mudanças de temperatura e pressão. Um terceiro é uma camada extremamente fina, cerca de 1.000 vezes mais fina do que um único fio de cabelo humano, que pode reagir a mudanças no calor.
Embora algumas tecnologias existentes tenham usado sinais elétricos para imitar diferentes níveis de dor, esses novos dispositivos podem reagir à pressão mecânica real, temperatura e dor, e fornecer a resposta eletrônica certa”, disse o principal autor, Ataur Rahman, no comunicado.
Isso significa que nossa pele artificial sabe a diferença entre tocar suavemente um alfinete com o dedo ou acidentalmente ferindo-se com ele, uma distinção crítica que nunca foi alcançada eletronicamente antes”, acrescentou Rahman.

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Referencia//Futurism




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