sábado, 1 de agosto de 2020

Estudo indica que há 90% de probabilidade de a Humanidade colapsar em breve


A desflorestação e a superpopulação da Terra ameaçam destruir a vida como a conhecemos até 2040, segundo com um novo estudo, que indica o “colapso irreversível” da civilização.
Se nada mudar, a civilização como a conhecemos, está muito perto do “colapso irreversível”. É apenas uma questão de décadas, indica uma investigação recente, publicada na Scientific Reports, que modela o futuro da Humanidade com base nas taxas atuais de desflorestação e uso de outros recursos.


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Photo//Mundo-Nipo

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A equipa analisou os números de aumento da população, do consumo de recursos e desflorestação e utilizou-as em complicadas fórmulas matemáticas. As projeções mais otimistas deste estudo revelam uma probabilidade de 90% de colapso da Humanidade.
Os físicos preveem que a atual sociedade, pode terminar dentro de 20 a 40 anos. “Os cálculos mostram que, mantendo a taxa real de crescimento populacional e o elevado consumo de recursos, ainda temos algumas décadas antes desse colapso irreversível.
O artigo científico, escrito por físicos do Instituto Alan Turing e da Universidade de Tarapacá, prevê que a desflorestação vai acabar com as últimas florestas da Terra dentro 100 ou 200 anos. A desflorestação, as mudanças na população global e o consumo de recursos, fazem a receita perfeita para o desastre da nossa civilização.



“É falso pensar que a sociedade humana só começará a ser afetada pela desflorestação quando a última árvore for cortada”, lê-se no artigo. A taxa global de desflorestação diminuiu nos últimos anos, mas ainda há uma perda líquida na floresta em geral.
Além disso, as árvores jovens não conseguem proteger o meio ambiente tão eficientemente como as florestas antigas.
Pesquisas recentes também sugeriram que as taxas de crescimento populacional global são inferiores às estimativas. Um artigo sugeriu, inclusive, que o crescimento da população pode diminuir em meados do século XXI devido ao declínio nas taxas de fertilidade.
No entanto, os cientistas avisam que o tempo está a esgotar. “É difícil imaginar, na ausência de esforços coletivos muito fortes, grandes mudanças destes parâmetros numa escala de tempo tão curta”, escreveram.


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