terça-feira, 19 de maio de 2020

O mítico Planeta X, pode ser um buraco negro

Ao longo dos séculos, os astrónomos especularam que existem planetas não identificados no nosso Sistema Solar, tendo as suas órbitas nas zonas mais distantes do sistema.
Por vezes, são detetados efeitos gravitacionais de corpos desconhecidos, obrigando os astrónomos a procurar a origem desses efeitos. Existem agora sugestões que indicam que o popular Planeta X, um dos presumíveis culpados desses efeitos gravitacionais, afinal, pode não ser um planeta.



Buraco-negro
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O que é um Buraco Negro?



Há já muito tempo que há evidências de que pode existir um enorme planeta, orbitando o Sol.
Tais evidências são verificadas pelo ajuntamento de corpos espaciais, gelados no Cinturão de Kuiper além de Neptuno, agrupamentos esses que só podem ser explicados pelas forças gravitacionais de algum objeto maciço.
O Planeta X, sempre foi tido como esse objeto maciço, com uma massa entre cinco a dez vezes a massa da Terra, mas devido a sua distância nunca foi possível uma observação a partir da Terra.
Agora existe uma razão que pode ser a explicação para a dificuldade em ver o planeta. Segundo os astrónomos, é possível que o misterioso Planeta X seja um buraco negro, deixado pelo Big Bang, mas capturado pelo Sol.


Esse buraco negro seria minúsculo, com cerca de cinco centímetros de diâmetro, tendo no entanto uma massa entre cinco a dez vezes a massa no nosso planeta. Com esses minúsculas dimensões é impossível detetá-lo com um telescópio na vastidão do espaço. Poderá ser observado através da sua interação com a matéria escura, mas os astrónomos não dão esta hipótese como garantida.
Ed Witten, físico do Institute for Advanced Study em Princeton pretende procurar as forças gravitacionais que esse buraco negro exerce sobre os corpos próximos, e para isso propõe enviar uma frota de naves espaciais para tentar encontrar desvios na trajetória provocados pelos efeitos gravitacionais.
Se um estudo mais aprofundado do Cinturão de Kuiper reforça o argumento da existência do Planeta X, mas a sua descoberta com recurso a telescópico não é possível, assim como a interação com a matéria escura não é detetável, pode ser interessante uma busca direta por uma frota de naves espaciais em miniatura”, afirmou ele.


Esta ideia já não é nova, alguns cientistas já propuseram a ideia de usar poderosos laser terrestres para impulsionar naves espaciais pelo espaço.
Para procurar o Planeta X, teremos que ter naves que atinjam velocidades de (pelo menos) centenas de quilómetros por segundo”, disse Witten.
A existência do misterioso Planeta X, que os cientistas acreditam ser um gigante gelado, foi indicada pela primeira vez no trabalho de Konstantin Batygin e Mike Brown em janeiro de 2016. Deve ser um planeta muito semelhante a Urano e Neptuno e o deverá percorrer uma orbita em 15 mil anos, havendo alguns cientistas que acreditam que o mesmo é também responsável pela invulgar inclinação do Sol



Astrónomos encontram buraco negro próximo da Terra


Referencia//Science


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