sábado, 16 de maio de 2020

Deslizamento de terra no Alasca, pode causar tsunami catastrófico


No estado norte-americano do Alasca foi identificada uma encosta instável, numa montanha, que poderá provocar um tsunami catastrófico, se ocorrer um deslizamento de terra no próximo ano, e outro "provavelmente dentro de 20 anos".
O acontecimento ameaçador poderá surgir na enseada do Príncipe Guilherme, com o deslizamento de milhões de toneladas de rocha no fiorde de Harriman, o que traria consequências devastadoras para a indústria pesqueira e de turismo na região.



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Photo//Globe Holidays

As estimativas mais recentes sobre o aumento do nível do mar são muito pessimistas



Uma carta aberta assinada por 14 cientistas descreve uma encosta da montanha apoiada na geleira Barry, que está recuando devido aos efeitos das alterações climáticas.
As altas temperaturas registadas na região deixaram apenas um terço da encosta apoiada pelo gelo, porém, um terremoto, um onda de calor, ou chuva forte poderão provocar um desastroso deslizamento de terras.
Enseada do Príncipe Guilherme está localizada 100 quilómetros a leste de Anchorage, a cidade mais populosa do estado norte-americano do Alasca. Além disso, nesta área se encontra parte do sistema de oleodutos Trans-Alaska.


O diretor da divisão de estudos geológicos, Steve Masterman, informou que sua equipa obteve evidências de que o recuo rápido da geleira Barry poderia libertar milhões de toneladas de rocha no fiorde Harriman, provocando um tsunami como os maiores registrados no Alasca.
A encosta está deslizando lentamente, no entanto os especialistas estão alarmados que a qualquer momento isso possa se transformar num deslizamento de terra rápido.
As alterações climáticas podem também ser o motivo do agravar da situação nesta área, sendo que as regiões do Ártico aquecem duas vezes mais rápido em comparação com outros lugares do planeta, o que resulta em derretimento de geleiras mais acelerado, aponta o Daily Mail.
Os resultados da pesquisa dos cientistas ainda são preliminares e precisam de revisão, mas seus modelos computacionais pintam um quadro bastante negro.

Referencia//SputnikNews



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