sexta-feira, 6 de março de 2020

Florestas tropicais perdem capacidade de absorver carbono


De acordo com um novo estudo que contou com a colaboração de mais de 100 instituições científicas, a Amazônia pode tornar-se uma fonte de carbono na atmosfera, ao invés de ser uma das maiores absorvedoras desse gás, já na próxima década.
Esse cenário sombrio é devido á desflorestação causada pelos madeireiros e interesses agrícolas na região.

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Photo//Pixabay//stokpic

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Se isso realmente ocorrer, os efeitos e impactos nas mudanças climáticas devem ser ainda piores e o mundo terá que diminuir suas atividades produtoras de carbono muito mais rápido a fim de compensar a perda dos absorvedores de carbono.
Os cientistas analisaram 300.000 árvores em 30 anos, oferecendo a primeira evidência em larga escala da diminuição da absorção de carbono pelas florestas tropicais. Eles combinaram dados de duas redes de pesquisa, com observações florestais na África e na Amazônia, bem como informações de diversas viagens realizadas a locais remotos, como o Parque Nacional da Salonga, no Congo.
Os cientistas também utilizaram pregos de alumínio para marcar árvores individuais, medindo seu diâmetro e estimando sua altura periodicamente. Isso permitiu que eles calculassem o carbono armazenado em cada uma.

A absorção de carbono da atmosfera pelas florestas tropicais atingiu o pico nos anos 1990, sendo na altura absorvidas 46 biliões de toneladas de C02, ou cerca de 17% das emissões desse gás provocadas pelos humanos.
Já na última década, a absorção chegou a apenas 25 biliões de toneladas, ou cerca de 6% das emissões globais. A diferença é equivalente, aproximadamente, às emissões do Reino Unido, Alemanha, França e Canadá juntas.
Uma das maiores preocupações dos cientistas é a existência de “pontos de inflexão” no sistema climático, ou seja, a partir de determinado ponto, não temos mais como revertera situação. E existem muitos efeitos.

Por exemplo, o derretimento do gelo ártico deixa o mar descoberto e portanto mais escuro, logo, ele absorve mais calor, o que leva a mais derretimento sendo assim um círculo vicioso.
Esses e outros mecanismos de feedback aceleram potencialmente a crise climática, o que pode significar desastres ainda piores do que as projeções sugerem.
Se as florestas se tornarem fontes de carbono, isso poderia criar mais um ciclo vicioso de aquecimento difícil de ser interrompido.


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Referencia//Nature//The Guardian




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