quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Crises ambientais podem levar o planeta ao "colapso sistémico global”


Mudanças climáticas, eventos climáticos extremos, de furacões a ondas de calor, o declínio de ecossistemas que sustentam a vida, a segurança alimentar e a diminuição da quantidade de água doce, são um desafio monumental para a humanidade no século XXI.
Dos 30 riscos da escala global, esses cinco estão no topo da lista em termos de probabilidade e impacto, de acordo com cientistas inquiridos ​​pela Future Earth, uma organização internacional de pesquisa.



Tempestade
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Em conjunto, "eles têm o potencial de impactar e amplificar-se uns aos outros, numa (reação em cadeia), de maneira que possam gerar um colapso sistêmico global", afirmou Maria Ivanova, professora do Center for Governance and Sustainability da Universidade de Massachusetts.


As ondas de calor extremas, por exemplo, aceleram o aquecimento global libertando gases que provocam o aquecimento do planeta de fontes naturais, mesmo que intensifiquem as crises de água e a escassez de alimentos.
A perda de biodiversidade, entretanto, enfraquece a capacidade dos sistemas naturais e agrícolas de lidar com os extremos climáticos, colocando também em risco as reservas de alimentos.
Os cientistas preocupam-se especialmente que o aumento da temperatura possa levar o sistema climático do planeta a uma espiral perpétua do aquecimento global.
No momento, a humanidade está lutando, e até agora sem sucesso, para limitar as emissões de CO2 e metano, principalmente devido à queima de combustíveis fósseis.




Transbordar-do-Danubio
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"Muitos cientistas e formuladores de políticas estão inseridos em instituições que estão acostumadas a pensar e agir sob riscos isolados, um de cada vez", afirmou o relatório.
Os cientistas concordam que a Terra está no início de uma extinção em massa, a sexta em 500 milhões de anos, que poderia levar á extinção, um milhão de espécies, ou uma em oito, nas próximas décadas ou séculos.
2020 também é um ano crítico para as  negociações em curso dos recursos marinhos, onde a sobrepesca e extração desenfreada de recursos está a gerar problemas nos ecossistemas.
Alguns cientistas começaram a analisar a probabilidade e os impactos de crises ambientais profundas. Pesquisas recentes mostraram, por exemplo, que algumas partes do mundo podem em breve enfrentar até seis eventos climáticos extremos ao mesmo tempo, variando de ondas de calor e incêndios florestais a chuvas diluvianas e tempestades mortais.


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"A humanidade será confrontada com os devastadores impactos combinados de vários riscos climáticos em interação", disse à AFP Erik Franklin, investigador do Instituto de Biologia Marinha da Universidade do Havaí e co autor de um estudo importante no final de 2018.
Se, por exemplo, a humanidade limitar o aquecimento global a dois graus Celsius (3,6 graus Fahrenheit) acima dos níveis pré-industriais, a cidade de Nova York provavelmente enfrentará um grande risco climático por ano, em média, até 2100.



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Se, no entanto, se tudo continuar como está, a cidade norte americana poderá ser atingida por quatro dessas calamidades de uma só vez, incluindo chuva extrema, aumento do nível do mar e tempestades.

Em todos esses cenários, as áreas costeiras tropicais sofrem mais.

Referencia//ScienceAlert


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