sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Astrónomos detectam a maior explosão da história do Universo


A maior explosão no Universo desde o Big Bang foi descoberta, localizada no aglomerado de galáxias Ophiuchus a milhões de anos-luz de distância de nós. O evento libertou cinco vezes mais energia do que a maior explosão até agora registada.



Explosão-espacial
Photo / NASA / NSF

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A pesquisadora principal do trabalho, Simona Giacintucci, tenta colocar o tamanho da explosão em perspetiva, comparando-a com a erupção do vulcão St. Helens em 1980, que reduziu a pó o cume da montanha do estado norte-americano de Washington. “A diferença é que cabiam 15 Vias Lácteas em fila na cratera que esta erupção arrancou do aglomerado de galáxias”, compara.
O interessante é que esta explosão aconteceu em câmara lenta, um período de milhões de anos.
Este evento gigantesco já havia sido observado anteriormente com telescópios de raio-X. Ele é tão grande que a primeira reação dos cientistas ao identificá-lo foi excluir imediatamente a hipótese de que ele surgiu a partir de uma explosão.


As pessoas estavam céticas por causa do tamanho da explosão. Mas era isso mesmo. O Universo é um lugar esquisito”, diz ela.
Os investigadores só conseguiram comprovar que uma explosão foi a responsável por aquele buraco quando observaram a galáxia de Ophiuchus com telescópios de rádio.
A descoberta foi feita com quatro telescópios: o Observatório de raios-x Chandra da NASA, o XMM-Newton da Agência Espacial Europeia, o Murchison Widefield Array (MWA), na Austrália, e o Telescópio de Rádio Gigante Metrewave, na Índia.

A diretora do MWA, Melanie Johnston-Hollit, comparou a descoberta a quando encontramos os primeiros ossos de dinossauros. “É um pouco como arqueologia. Nós recebemos as ferramentas para cavar mais a fundo com telescópios de baixa frequência para que pudéssemos encontrar mais explosões como esta”.
Ela diz que o trabalho destaca a importância de estudar o Universo com diferentes comprimentos de onda. “Voltar lá e fazer um estudo com vários comprimentos de ondas realmente fez a diferençai”, diz ela.
A descoberta foi feita com 2048 antenas do MWA, e o próximo passo é repetir a observação usando 4096 antenas, o que representa um aumento de dez vezes na sensibilidade de captação de informações.

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Referencia//Phys



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