segunda-feira, 17 de maio de 2021

Cientistas constroem motor que pode impulsionar um avião a 17 vezes a velocidade do som.

Investigadores da UCF (EUA) dizem que contiveram uma detonação explosiva sustentada, no local, pela primeira vez, transformando sua enorme força em impulso. Um novo motor de detonação de ondas oblíquas que poderia impulsionar uma aeronave até 17 vezes a velocidade do som.

A deflagração, a queima de combustível com oxigênio em alta temperatura, é uma maneira relativamente lenta, segura e controlada de liberar energia química e transformá-la em movimento. Mas para libertar a energia máxima possível de uma unidade de combustível, a melhor maneira é uma explosão.


Avião-hipersonico
Photo//NewAtlas


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A detonação é rápida, caótica e frequentemente destrutiva. Não precisa necessariamente de oxigênio, apenas um único material explosivo e algum tipo de força energética grande o suficiente para quebrar as ligações químicas que mantém unida uma molécula já instável. Ele cria ondas de choque exotérmicas que chegam a velocidades supersônicas, liberando enormes quantidades de energia.

 

Há mais de 60 anos tentamos usar a explosão, a forma mais poderosa de combustão, como propulsão. Mas conter uma bomba é extremamente difícil. Motores de detonação em pulso criam uma série de explosões de forma semelhante a um jato em pulso, estes já foram testados em aeronaves, notavelmente no projeto “Borealis” da Scaled Composites Long-EZ construído pelo Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos EUA e soluções científicas inovadoras incorporadas em 2008.



Motores de detonação rotativos, nos quais as ondas de choque de uma detonação são ajustadas para desencadear novas detonações dentro de um canal em forma de anel, foram considerados impossíveis de construir até que investigadores da Universidade da Flórida Central (UCF, na sigla em inglês) demonstraram um protótipo no ano passado em operação sustentada. Os motores de detonação rotativos devem ser mais eficientes do que os motores de detonação de pulso porque a câmara de combustão não precisa ser limpa entre as detonações.

Agora, outra equipa da UCF, onde estão incluídos alguns dos mesmos cientistas que construíram o motor de detonação rotativo no ano passado, diz que conseguiu uma demonstração de um complexo terceiro tipo de motor de detonação que poderia superar todos eles, teoricamente abrindo o caminho para aeronaves que podem voar a velocidades de até 21.000 km/h, ou 17 vezes a velocidade do som.

 

 

 O motor de detonação de ondas oblíqua (OWDE, na sigla em inglês), visa produzir uma detonação contínua estável e fixa, tornando um sistema de propulsão extremamente eficiente e controlável gerando significativamente mais energia e usando menos combustível do que a tecnologia atual permite.

A equipa da UCF afirma que estabilizou com sucesso uma onda de detonação em condições de fluxo hipersônico, mantendo-a no lugar.

Para isso, a equipa construiu um protótipo experimental que chamou de High-Enthalpy Hypersonic Reacting Facility, ou HyperReact. Com menos de um metro de comprimento, o HyperReact pode ser descrito como um tubo oco, dividido em três seções, cada uma com um interior precisamente moldado.




Diagrama
Um diagrama esquemático do protótipo experimental HyperReactUniversity of Central Florida



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Esta é a primeira vez que uma detonação está estabilizada”, diz Kareem Ahmed, professor associado do Departamento de Engenharia Mecânica e Aeroespacial da UCF e um dos autores do novo artigo de pesquisa. “Finalmente conseguimos conter a detonação … em forma de detonação oblíqua. É quase como congelar uma intensa explosão no espaço físico.”

O OWDE tem sido suposto teoricamente, como uma forma potencialmente superior de propulsão hipersônica. Scramjets tendem a perder eficiência à medida que a velocidade do ar sobe, potencialmente atingindo perto de Mach 14. Os resultados experimentais divulgados pela UCF apontam para uma aeronave “Sodramjet” (jato de detonação oblíqua) capaz de voar entre Mach 6 e Mach 17.



O que isso significa?

A tecnologia permitirá que os aviões espaciais voem eficientemente até a órbita sem necessitarem de foguetes. E nenhum sistema de defesa de radar ou mísseis no mundo poderia lidar com um míssil hipersônico até o momento. Além disso, nem seria necessário uma ogiva para causar níveis de devastação identicos ao de uma bomba nuclear. “Toda essa velocidade e toda essa inércia transforma qualquer plataforma de pesquisa, unidade de reconhecimento ou aeronave de passageiros numa potencial arma cinética”, escreve Szondy. “Eles não precisam de explosivos para destruir um alvo. Tudo o que eles têm que fazer é acertar. Em outras palavras, qualquer veículo hipersônico é uma arma intrínseca, com as modificações adequadas.”



De fato, a pesquisa foi financiada não só pela National Science Foundation e pela NASA, mas pelo Escritório de Pesquisa Científica da Força Aérea, todas instituições dos EUA. Então esses motores de explosão são claramente uma questão de interesse militar.


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Referencia//NewAtlas

domingo, 16 de maio de 2021

Movimento Meatless: alimentação sem carne cada vez mais em alta

Meatless é um termo em inglês que significa “sem carne”, e é também uma das palavras mais em alta do nosso tempo. Enquanto os líderes da indústria de alimentos tentam se adaptar a um cenário cada vez mais sem consumo de carne, graças à profusão de alternativas cada vez mais comuns no mercado, à popularização do veganismo e às preocupações do consumidor com a saúde e a crise climática, diversas questões são levantadas sobre o futuro da alimentação. Afinal, a indústria da carne está condenada à falência?

Um relatório recente conduzido pela AT Kearney afirmou que, em 2040, 60% da carne consumida será vegetal ou produzida em laboratório. Essa transição pode ser atribuída ao aumento da consciência ambiental em torno da criação de carne tradicional e à crescente preocupação com o bem-estar animal, entre outros fatores, como a resistência aos antibióticos.

Com isso, o movimento Meatless cresce a passos largos e alcança cada vez mais adeptos, conquistando um espaço de destaque no dia-a-dia das pessoas e no mundo dos negócios.




Meatless
Photo//avp.org


“Figo da India” uma alternativa sustentável para combustível e alimentos



A explosão do movimento Meatless

Já passou o tempo em que as alternativas à carne eram difíceis de encontrar e eram exclusividade de um nicho de vegans e vegetarianos, utilizando um espaço mínimo nas prateleiras dos supermercados.

Hoje, nos mercados, nos restaurantes, nos aplicativos de entrega ao domicílio, nas barraquinhas de comida de rua e nas nossas casas, as refeições à base de vegetais são cada vez mais populares, especialmente entre as pessoas mais jovens.

Em 2019, o jornal britânico The Economist declarou aquele ano como o “ano do veganismo”, relatando que um quarto da Geração Y, ou Geração do Milénio, se identifica como vegan ou vegetariano.



Celebridades do porte de Beyoncé e Jay-Z,  Kesha, Alicia Keys e a família de Will Smith têm usado as redes sociais e seu poder de influência para incentivar os fãs a aderirem ao movimento pela libertação animal,  não somente por razões éticas, mas também por causa dos benefícios ambientais e de saúde.

Os esforços têm dado bons resultados, e de acordo com um relatório de 2018, a indústria de alimentação vegan dos Estados Unidos registou um crescimento de 20% em relação ao ano anterior, com vendas chegando a 3,3 bilhões de dólares.

A consciência ambiental em torno da produção de carne é um motivador para a compra de alternativas, como aponta uma pesquisa da Mintel realizada em 2019. Segundo o estudo, quase metade (48%) dos consumidores britânicos veem a redução na ingestão de produtos de origem animal como uma forma eficaz de diminuir o impacto dos seres humanos no meio ambiente.



Impactos do movimento Meatless na indústria

As empresas que se dedicam a popularizar o não consumo de carne respondem por uma pequena parte da indústria, mas estão na vanguarda do setor. Algumas dessas startups são até cotadas no mercado de ações tecnológico Nasdaq dos Estados Unidos, como a Beyond Meat, famosa por seu hambúrguer feito em laboratório com insumos vegetais, que foi financiada por, entre outros, nomes bem conhecidos r como Bill Gates, o cofundador da Microsoft, e o ator Leonardo Di Caprio.

Outro destaque é a carne cultivada, ou carne de laboratório, produzida a partir de células de animais de verdade, mas sem sofrimento animal. A Aleph Farms, por exemplo, espera desenvolver bifes cultivados imitando a regeneração do tecido muscular das vacas.



A empresa com sede em Israel ganhou as manchetes em outubro de 2019 quando se tornou a primeira empresa a produzir carne numa experiencia de carne impressa em 3D na Estação Espacial Internacional, colaborando com Finless Foods, Soluções de Bioprinting 3D sediadas na Rússia e outras.

Já a Impossible Foods, outra gigante do setor, tem parcerias com Burger King, Qdoba e dezenas de outros restaurantes e franquias, enquanto a Beyond Meat está presente em restaurantes como Del Taco, Subway e, mais recentemente, KFC.



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Segunda sem carne: conheça o Meatless Monday

Desde seu início, em 2003, o movimento Meatless Monday se enraizou em mais de 40 países e agora inclui Meat Free Monday, Green Monday e adaptações em 22 idiomas diferentes. O movimento para deixar a carne de fora do seu prato uma vez por semana continua a crescer à medida que mais e mais pessoas estão encontrando maneiras inovadoras de tornar os pratos sem carne parte de sua cultura, costumes e e hábitos diários de culinária.

No Brasil, a campanha chegou em 2009, com a proposta de “consciencializar as pessoas sobre os impactos que o uso de carne para alimentação tem sobre o meio ambiente, a saúde humana e os animais, convidando-as a tirar a carne do prato pelo menos uma vez por semana e a descobrir novos sabores”, segundo o site oficial.

A campanha, coordenada em território nacional pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) está presente em outros países, como Estados Unidos e Reino Unido, onde é liderada pelo ex-beatle Paul McCartney. Para saber mais, aceda o site oficial da campanha. 



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Referencia//Ecycle

Vídeo filmado em navio dos EUA mostra ovni mergulhando no Pacífico

O cineasta de investigação Jeremy Corbell divulgou novas imagens feitas alegadamente a bordo do navio de guerra “USS Omaha” da Marinha dos EUA, mostrando o encontro próximo com um "OVNI ".

A gravação mostra o objeto, descrito como um "veículo capaz de se deslocar no mar e no ar, esférico", pairando e desaparecendo nas águas no oceano Pacífico. O vídeo foi compartilhado por Corbell na ultima sexta-feira , dia 14 no portal Mystery Wire.

 


Ovni-mergulhando-no-mar
Photo//Pixabay//kalhh


Objeto enorme, próximo do Sol, fotografado pela sonda espacial SDO



A esfera, de aproximadamente dois metros de diâmetro, ter-se-ia deslocado durante cerca de uma hora ao lado do navio “USS Omaha”. O vídeo foi feito por uma câmara de imagem térmica (FLIR) que deteta e mostra sinais de calor.

Segundo a descrição do vídeo, o encontro com o objeto esférico foi filmado a partir do centro de comando do navio em 15 de julho de 2019 enquanto navegava ao largo da costa de San Diego.



 

A Marinha dos EUA fotografou e filmou OVNIs "esféricos" e veículos multi ambiente avançados, aqui estão algumas dessas filmagens. Filmado no Centro de Informações de Combate do “USS Omaha” em 15 de julho de 2019. Não foram encontrados destroços e nenhuma embarcação foi recuperada.




 

Consegue-se ouvir também dois membros da tripulação exclamando, "Uau, ele mergulhou", no momento em que a esfera pareceu ter feito uma descida controlada para o oceano.



De acordo com o áudio da filmagem, a tripulação do USS Omaha iniciou de imediato as buscas, mas assim que a esfera desapareceu da tela ela também sumiu do radar e do sonar do navio. Posteriormente, a equipe não conseguiu encontrar quaisquer fragmentos ou destroços na superfície.


O Pentágono investiga o que o DoD faz com as filmagens de OVNIs


Referencia//SputnikNews



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